"O resultado de agosto da confiança de serviços reforça a tendência de desaceleração observada ao longo do ano. Neste mês, notam-se resultados negativos nos principais indicadores da pesquisa, sobretudo na demanda de serviços prestados às famílias que outrora sustentou a recuperação geral do setor", avaliou Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
Em agosto, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 1,1 ponto, para 91,2 pontos, menor nível desde setembro de 2021. O Índice de Expectativas (IE-S) teve redução de 4,1 pontos, para 83,1 pontos, patamar mais baixo desde março de 2021.
"Em relação ao futuro, os empresários mantêm um olhar mais pessimista para o segundo semestre, em linha com a complexidade do cenário econômico brasileiro: o aumento da incerteza e uma expectativa geral de desaceleração da atividade com a política monetária contracionista", completou Pacini.
Entre os componentes da situação atual, o item que mede a situação atual dos negócios caiu 1,4 ponto, para 89,9 pontos, enquanto o que avalia o volume da demanda atual diminuiu 0,8 ponto, para 92,5 pontos.
Entre as expectativas, a demanda prevista nos próximos três meses encolheu 2,7 pontos, para 85,2 pontos, e o item que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 5,4 pontos, para 81,1 pontos, patamar mais baixo desde junho de 2020, "quando a economia brasileira passava pelo período de lockdown da pandemia".
Segundo a FGV, em médias móveis trimestrais, a confiança do setor de serviços mantém tendência de queda disseminada entre os principais segmentos da pesquisa.
"Até o fim de 2024, a confiança do setor de serviços se manteve resiliente. Com o início de 2025, a expectativa de desaceleração da economia ficou mais evidente nos resultados da Sondagem de Serviços", apontou a FGV.
A coleta de dados para a edição de agosto da Sondagem de Serviços foi realizada com 1.307 empresas entre os dias 1º e 26 do mês.
(Com Agência Estado)
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